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Com financiamento mais caro, preço para alugar imóveis deve subir ainda mais em 2025

Em 2024, locação imobiliária subiu quase 14% no Brasil, e crescimento dos valores deve seguir com maior procura

Por Simon Nascimento

Além de impactar a oferta de crédito imobiliário no Brasil e gerar apreensão na construção civil, as novas regras para financiamento de imóveis pela Caixa devem encarecer o valor dos alugueis de casas e apartamentos no Brasil. Ao final de 2024, a locação registrou alta de 13,5% no Brasil, segundo o índice FipeZap.

A previsão de pressão maior sobre o segmento é da presidente da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato da Habitação de Minas Gerais (CMI/Secovi), Cássia Ximenes. Ela destacou que o Brasil tem registrado alta nas taxas de financiamento, impactadas também pela elevação da Selic.

Com o aumento do percentual necessário para entrada, elevado de 20% para 30% – e de até 50% em alguns casos –  pela Caixa, quem deseja comprar um imóvel pode migrar para a locação. “Ao adquirir um imóvel por financiamento, o comprador não precisa apenas arcar com o valor da entrada. Ele também deve pagar despesas como cartório, escritura e ITBI. São muitos fatores que impactam essa quantia inicial”, explicou.

Ximenes acrescentou que a alta demanda por locação deve levar ao aumento dos preços. “Se a procura é maior do que a oferta, o imóvel se torna um produto mais valioso e o preço sobe naturalmente”, concluiu a presidente da CMI/Secovi.

Via-crúcis para comprar um imóvel

A advogada tributarista Maria Eduarda Santos, de 25 anos, busca um apartamento desde setembro do ano passado. Durante esse período, enfrentou dificuldades não apenas com a Caixa, mas também com outros bancos para conseguir viabilizar o financiamento. “Está cada vez pior. Estamos correndo com a compra justamente por receio de que a situação piore ainda mais. Só vou me sentir aliviada quando assinarmos o contrato com o banco”, afirmou.

O imóvel pretendido por ela e seu noivo, localizado no bairro Coração Eucarístico, na região Noroeste de Belo Horizonte, encareceu entre R$ 100 mil e R$ 150 mil em um ano. “Compramos um apartamento inferior ao que teríamos conseguido no início do ano passado. Tivemos muita dificuldade em aprovar o crédito, pois, apesar do limite de 30% para comprometimento da renda, esse percentual não estava sendo respeitado”, relatou a advogada que conseguiu aprovar o financiamento usando o FGTS e pagando 20% do valor total como entrada.

Diante da dificuldade no processo e da inflação dos imóveis, Maria Eduarda chegou a cogitar alugar um apartamento, mas desistiu. “Os valores também estavam surreais”, contabilizou.

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Reportagem disponível em: https://www.otempo.com.br/economia/2025/2/3/com-financiamento-mais-caro-preco-para-alugar-imoveis-deve-subir-ainda-mais-em-2025

Medida da PBH para imóveis abandonados pode não incentivar o retrofit na Capital

Especialista aponta que é preciso entender as particularidades de cada imóvel

Por Marco Aurélio Neves

O decreto da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), para promover o aproveitamento de imóveis subutilizados ou não utilizados, ainda carece de incentivos para que o retrofit – a revitalização – de edifícios seja uma operação atrativa ao mercado imobiliário, apontam especialistas do setor imobiliário belo-horizontino.

A presidente da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato da Habitação de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), Cássia Ximenes, aponta é que preciso entender as particularidades de cada imóvel – como localização e conservação – para, dentro do que a legislação permite, no caso, o Plano Diretor, poder compreender qual função social pode ser exigida do local.

Além disso, ela chama a atenção para situações em que o imóvel não consegue cumprir sua função social, causadas pela falta de condições gerada pela própria PBH, com restrição a bens e serviços públicos, como transporte, calçamento e saneamento básico em determinadas localidades.

Cássia Ximenes questiona se o aumento progressivo da cobrança do Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) – previsto no decreto da PBH – é mesmo a melhor medida para lidar com o problema. “Partir do princípio do incentivo e da educação dos proprietários é mais vantajoso para a cidade do que a penalidade”, declara.

Um incentivo poderia ser, segundo a presidente do CMI/Secovi, via isenção do Imposto Sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), para o comprador que se comprometer e comprovar, no ato da venda, que vai reformar um imóvel sem condições de ser habitado e que, por isso, não consegue ser ocupado. “O comprador teria o incentivo de usar esse valor do ITBI na reforma do imóvel”, afirma.

A PBH informou que o levantamento dos imóveis será feito por etapas e a mobilização inicial está focada no mapeamento de lotes vagos na região do hipercentro. Trata-se de uma região onde estão localizados vários edifícios subutilizados ou abandonados. O grande volume de prédios nessa situação gera desvalorização dos imóveis no entorno e insegurança local.

A situação contribui também para diminuir a oferta de unidades habitacionais, comércio e serviços em áreas da cidade, o que, dentre outros fatores, é apontada por especialistas como uma das causas da inflação do aluguel residencial de Belo Horizonte, medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2024, estar acima da média nacional.

Falta de competitividade de imóveis

O membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico de Belo Horizonte (Codese-BH) e diretor da Construtora Diniz Camargos, Teodomiro Diniz, aponta que o incentivo dado pelo decreto da PBH para aluguel social não é viável ao mercado imobiliário. “A conta não está fechando entre comprar o prédio, gastar para ‘retrofitar’ e vender. Essa conta precisa viabilizar”, disse.

Ele aponta que a operação de retrofit, com o custo de produção e todos os riscos envolvidos, dificultam que o imóvel seja competitivo no mercado imobiliário. O IPTU progressivo, segundo Diniz, pode estimular a venda de imóveis subutilizados ou abandonados, mas é preciso observar se a aquisição permitirá o comprador fazer com que o local cumpra sua função social.

“Ainda não é uma solução que resolve. Falamos isso com a PBH, precisa dar um estímulo para viabilizar, senão fica competindo com imóveis em outras regiões – onde o solo é mais barato – e vai pôr a população cada vez mais longe e o Centro continuar desocupado”, explica.

Até mesmo em caso de desapropriação pela prefeitura de Belo Horizonte pode não ser financeiramente interessante para construtoras, já que a licitação obriga a fechar com uma restauração a custo baixo, que poderia inviabilizar a revitalização do prédio.

Mercado imobiliário de Belo Horizonte encerra o ano otimista após vender 13,6 mil unidades

Valor médio de apartamentos vendidos em BH saltou de R$ 512 mil para R$ 550 mil em um ano

Por Leonardo Morais

Em um ano marcado por recuperação, o mercado imobiliário encerrou 2024 com resultados positivos na comparação com 2023. O setor registrou aumento tanto no número de unidades vendidas quanto no valor da venda, com ganho real de 3% – índice que superou o de outras capitais brasileiras.

De acordo com instituto de pesquisas Datasecovi, até agosto, o valor médio de apartamentos vendidos em Belo Horizonte saltou de R$ 512 mil para R$ 550 mil em um ano – crescimento de 7,5% contra a inflação de 4,48% no mesmo período. Em quantidade de empreendimentos comercializados, os avanços também foram expressivos: o número saltou de 12,62 mil unidades em 2023 para 13,67 mil em 2024.

Para a presidente da CMI/Secovi-MG, Cássia Ximenes, os recentes aumentos no preço médio dos imóveis resultam na diminuição de empreendimentos voltados para o Minha Casa, Minha Vida com valores mais baixos nos limites da capital mineira. “Esses empreendimentos estão migrando para as cidades circunvizinhas e isso impacta na média dos valores dos imóveis vendidos”, explica.

Ao avaliar o desempenho geral do setor no ano, a dirigente considera que 2024 entregou o que prometeu, com conquistas importantes ao longo dos meses. A reforma tributária, por exemplo, está alinhada com o segmento após alterações no texto, que amenizou os impactos negativos que poderia trazer para a atividade.

Apesar disso, a alta na Selic preocupa, já que impactará a realização de financiamentos. Em 2024, a taxa básica de juros saltou para 12,25% ao ano e analistas já sugerem que o valor pode chegar a 15% em 2025.

Mesmo com o cenário alarmante, Cássia Ximenes acredita que o setor imobiliário utilizará de seu maior diferencial para continuar avançando. “O mercado imobiliário acompanha a vida das pessoas e elas não podem abrir mão da moradia. Independentemente do cenário, seja ele político, econômico ou social, nosso mercado segue atuante e atendendo à população”, destaca.

A presidente da entidade acredita que o cooperativismo entre integrantes do setor também é algo que precisa ser melhor explorado e pode ser um dos principais caminhos para aumentar as vendas de imóveis. “Hoje, um dos maiores desafios é encontrar o imóvel ideal e essas parcerias ajudam a dar celeridade ao processo”, avalia.

 

Espaços comerciais precisam ser repensados

Desde a pandemia, os imóveis comerciais seguem passando por desafios, especialmente depois do crescente uso do e-commerce e as transformações nos modelos de trabalho, como o home-office. A solução, segundo Cássia Ximenes, passa pela readequação do uso dos espaços.

“É preciso que o profissional faça um diagnóstico para compreender como o imóvel pode ser utilizado a partir de agora. O desejo da compra acompanha a necessidade e essas necessidades foram modificadas durante a pandemia”, explica a presidente.

Diferentemente do setor residencial, que se recupera de forma mais acentuada, o comercial ainda sofre com sequelas da crise pandêmica, que necessitou de acordos no preço de aluguéis, com contratos longos, muitos ainda em vigor. “Esses ajustes causam impactos e ainda mantêm resquícios da pandemia. Além disso, os donos de imóveis ainda precisam lidar com mudanças comportamentais e os novos desejos de moradia”, ressalta a dirigente.

Para 2025, apesar dos desafios econômicos brasileiros, a expectativa para ambos os segmentos é positiva. Nos próximos três anos, a entidade espera realizar trabalhos e articulações em prol da redução do déficit habitacional no Brasil.

Em Belo Horizonte, o ano será marcado pela conferência urbana para a adaptação do Plano Diretor. “A prefeitura está com um projeto de requalificação das centralidades e estamos acompanhando com atenção e proximidade para colaborarmos com o que for necessário”, finaliza.

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Reportagem disponível em: https://diariodocomercio.com.br/economia/mercado-imobiliario-vendas-belo-horizonte/

O que esperar do mercado imobiliário nas principais capitais do Brasil

Mudança no financiamento imobiliário pela Caixa e plano diretor preocupam o setor em regiões que tiveram alta em 2024

 

Karla Mamona, Rebecca Crepaldi, Beatriz Quesada e Guilherme Guilherme

Publicado em 21 de novembro de 2024 às 06h00.

Última atualização em 21 de novembro de 2024 às 14h51.

Reportagem publicada na Revista Exame: https://exame.com/revista-exame/outras-capitais/

 

O mercado imobiliário brasileiro de locação e venda em 2024 manteve a tendência registrada ao longo do ano passado: enquanto o preço de compra de imóveis registra alta, o valor do aluguel mostra uma tendência de queda.

Dados do Índice FipeZap de Vendas, publicado com exclusividade pela EXAME e que acompanha o preço médio de venda de imóveis nas principais capitais do país, mostram uma forte aceleração nos valores nos últimos 12 meses.

Até setembro deste ano, o indicador registrou alta de 7,15%; no mesmo período do ano passado, a taxa estava em 5,3%, a maior desde 2018. Por outro lado, o mercado de aluguel desacelerou no Brasil. O preço médio de locação do FipeZap evidencia essa tendência: a alta acumulada nos últimos 12 meses foi de 13,7%, uma leve desaceleração em comparação com os 16,2% registrados no mesmo período do ano passado.

O levantamento compila os resultados em 11 capitais. O balanço para São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre podem ser encontrados nos respectivos links. Confira abaixo os principais destaques para Belo Horizonte, Goiânia, Curitiba, Brasília, Salvador, Recife, Fortaleza e Maceió:

 

Belo Horizonte

Demanda reprimida impulsiona vendas na capital mineira, mas 2025 preocupa

Rebecca Crepaldi

 

Após um ano de estagnação, os preços de venda de imóveis em Belo Horizonte voltaram a acelerar. No acumulado dos últimos 12 meses até setembro de 2024, o Índice FipeZap registrou uma alta de 11,3% no metro quadrado, superando a média nacional da variação em 12 meses de 7,2% e os 7,7% registrados no acumulado dos 12 meses até setembro de 2023.

O principal motivo para esse avanço foi a demanda reprimida de 2023, explica Cassia Ximenes, presidente do Sindicato de Habitação de Minas Gerais. “Se não vendemos em 2023, precisávamos vender agora.” Segundo Ximenes, até agosto houve um aumento de 5,3% nas vendas, com projeções indicando uma alta de 10% até o fim de 2024. “Estamos falando de um mercado imobiliário bastante aquecido, tanto para compra e venda quanto para locação.”

Nos aluguéis, os preços valorizaram 16,3% em setembro de 2024 na variação em 12 meses, ligeiramente acima dos 16% de um ano antes e também acima da média nacional de 13,7%. Outro fator que impulsionou os preços foi a melhora do cenário político e socioeconômico no primeiro semestre de 2024. “O mercado se acalmou”, diz Ximenes, que também menciona o ciclo de queda da Selic, entre agosto de 2023 e maio de 2024, como elemento que ajudou a impulsionar o setor.

Para 2025, no entanto, o cenário pode mudar, e uma das preocupações é a restrição de crédito pela Caixa, que alterou as regras do financiamento imobiliário no começo de novembro. Outro desafio é o Plano Diretor: a outorga onerosa para novas construções é muito alta e pode levar construtoras a migrar para cidades vizinhas.

“Em BH, tivemos uma evasão populacional de 70 mil pessoas”, observa Ximenes, citando a migração para regiões próximas, como Nova Lima. Ela acrescenta que o período de revisão do plano está próximo, e o mercado pretende propor ajustes para tentar manter as construtoras em Belo Horizonte.

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Goiânia

Aluguéis desaceleram, mas valorização está entre as maiores do país

Rebecca Crepaldi

 

Goiânia, que teve a maior valorização de locação entre as capitais no Índice FipeZap em 2023, agora vê os preços desacelerarem. O momento marca uma virada, já que desde 2019 os aluguéis sobem ano após ano.

Apesar da queda, a valorização em 12 meses ainda é tão alta a ponto de ser a quarta maior no ranking. A desaceleração ocorreu porque em 2023 o salto foi significativamente forte, em 32,8% no acumulado de 12 meses até setembro do ano passado.

Agora, o aumento é de 17,2% na variação de 12 meses até setembro de 2024. O impulso do ano passado foi gerado por uma demanda alta do agronegócio, setor que inclusive dá a Goiânia o título de “capital do agro”.

Luxo na capital do agro: Goiânia já é o terceiro maior mercado imobiliário do País em VGV

Neste ano, o setor enfrenta desafios. “Infelizmente, o setor produtivo vai sofrer muito com fatores climáticos”, explica Benjamin Ragonezi, vice-presidente do Secovi-GO. Entretanto, o executivo observa que o agro “continua sendo um forte investidor no mercado imobiliário”.

Tanto que existe um problema de oferta na cidade: “O mercado de locação está tão aquecido que a demanda supera a oferta. As imobiliárias praticamente não têm estoque para atender as pessoas.”

Para contornar a situação, o Secovi vem trabalhando para que investidores e construtoras passem a disponibilizar mais imóveis para locação. Segundo Ragonezi, grandes players do mercado imobiliário também estão chegando em Goiânia, trazendo inovações, principalmente na parte da tecnologia, o que deve auxiliar o mercado de locação e de venda – que segue aquecido, apesar de também ter desacelerado.

E, para 2025, pode ser que ambos os cenários de desaceleração se invertam e os preços passem a subir, mas não por oferta e demanda e, sim, pela questão da Reforma Tributária, o que preocupa o mercado.

“Essa questão do imposto sobre os rendimentos dos alugueis, vão ser repassados para o consumidor final. Não tem como o locador assumir esse ônus”, diz, acrescentando que será necessário uma mudança de estratégias para que o consumidor final não seja tão penalizado.

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Curitiba

Alta renda e novos lançamentos impulsionam o mercado na capital paranaense, com preços acima da média nacional

Beatriz Quesada

 

O mercado imobiliário de Curitiba se destacou por uma oscilação maior que a média nacional no segmento de vendas e locação. Nos últimos 12 meses, o preço médio de imóveis à venda na capital paranaense registrou avanço de 16,3%, alcançando o maior patamar desde 2018, e subindo 9,2 pontos percentuais (p.p.).

A elevação foi a maior em percentual entre as capitais analisadas pelo Índice FipeZap, e ficou quase cinco vezes acima da média nacional. O movimento foi uma recuperação diante da desaceleração do ano passado, quando Curitiba pisou no freio de forma mais intensa que o restante do país.

Os dois movimentos acompanharam a tendência da taxa básica de juros, a ¬Selic. Entre 2022 e 2023, quando a Selic entrou em trajetória de alta e alcançou 13,75% — seu maior nível desde a pandemia —, as vendas arrefeceram. E nos últimos 12 meses, quando a taxa foi a 11,75%, os preços voltaram a subir.

Luciano Giongo Tomazini, vice-presidente de economia e estatística do Secovi-PR, destaca que a alta renda foi essencial para a retomada dos preços em Curitiba, e que o segmento pode ser um ponto de resiliência para o próximo ano, com os juros novamente subindo no Brasil.

“Compradores de alta renda devem continuar mantendo o mercado porque não estão sujeitos às intempéries de juros. Observamos muitos lançamentos nesse segmento, especialmente com a verticalização de alguns bairros nobres, como o Batel”, afirma.

A dinâmica de juros mais altos pode, ainda, fortalecer o mercado de locação no próximo ano, em uma tendência inversamente proporcional à observada nas vendas. O preço médio de aluguel em Curitiba avançou 17,9% nos últimos 12 meses, queda de 1,8 p.p. ante o balanço do ano anterior, mas ainda 4,2 p.p. acima do Índice ¬FipeZap de locação no Brasil.

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Brasília

Há três anos os preços de locação só crescem em Brasília

Rebecca Crepaldi

 

O mercado de locação em Brasília segue em pleno crescimento como mostram os dados do Índice FipeZap. Desde 2021, o preço do metro quadrado acelera, alcançando uma alta acumulada nos últimos 12 meses até setembro de 2024 de 15,4%.

O movimento, segundo o presidente do Secovi-DF, Ovídio Maia, ainda é reflexo da pandemia. Isso porque muitos proprietários fizeram concessões nos aluguéis e, agora, há um realinhamento de preços.

“Durante a pandemia, houve uma redução nos valores de locações e/ou os proprietários não aplicaram os reajustes, porque se aplicassem, os inquilinos saíam”, comenta. Em 2020, por exemplo, o IGP-M, referência para o reajuste de aluguel, ficou em 23,14%, o maior valor desde 2002.

Com o vencimento dos contratos de locação, os proprietários começam a corrigir os preços. Somado a isso, Maia destaca: também há uma procura maior por locações, principalmente para apartamentos de um e dois dormitórios.

Para o executivo, o momento se transforma em uma oportunidade para as famílias, que veem no investimento imobiliário um ótimo negócio. “No mercado de imóveis, os investidores olham para a rentabilidade e a valorização patrimonial, além do baixo risco. O brasileiro morre de medo de perder o patrimônio de uma vida, então a segurança de uma família passa a ser uma escritura.”

De acordo com o Índice FipeZap, a rentabilidade registrada em setembro deste ano do aluguel na capital foi de 0,51%, acima da média nacional e de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro.

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Salvador

Em meio a recorde de preços, Salvador tem novo bairro com o aluguel mais caro

Guilherme Guilherme

 

O mercado imobiliário de Salvador registrou, em 2024, um dos maiores aumentos de preço de venda e aluguel da série histórica do Índice FipeZap, iniciada em 2010. Em setembro, o valor dos imóveis subiu 12,3% em relação ao mesmo mês do ano passado, enquanto o aluguel disparou 27%, alcançando recordes em diversas regiões.

O destaque foi o bairro de Ondina, que registrou o aluguel mais caro da cidade, a 59,10 reais por metro quadrado, após alta de 57% na comparação anual. O preço supera o da Barra, considerada a região mais nobre da cidade, onde o aluguel cresceu 33,6%, para 53,60 reais.

Claudio Cunha, presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia, diz que a alta do aluguel em Ondina foi impulsionada pela conclusão de novos empreendimentos na região, que fica próxima à Barra e é parte do circuito do Carnaval de Salvador.

“Ondina está em franca expansão, e os lançamentos recentes atraíram uma forte demanda por aluguel.” A proximidade com pontos turísticos e a infraestrutura consolidada fazem de Ondina uma opção atraente para quem busca qualidade de vida.

Apesar do crescimento de Ondina, a Barra ainda lidera o preço do metro quadrado para venda em Salvador, a 10.230 reais, com valorização de 20,9%. Cunha diz que a oferta limitada e a alta procura continuam impulsionando o preço na capital baiana. A demanda também é reforçada por compradores vindos de outras regiões da Bahia, como Feira de Santana.

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Recife

Alta demanda e juros elevados mantêm crescimento expressivo dos aluguéis no Recife

Guilherme Guilherme

 

O desequilíbrio entre oferta e demanda por aluguéis no Recife, especialmente em regiões mais valorizadas, tem mantido a alta de preços na casa dos dois dígitos. De acordo com dados do FipeZap, o valor médio do aluguel na cidade encerrou setembro com um aumento anual de 15,9%, enquanto o preço da venda cresceu 7,5% no período.

Luciano Novaes, vice-presidente do Secovi-PE, afirma que parte da disparidade se deve aos juros altos, que desincentivam a compra do imóvel. “A procura por moradia flexível em um cenário de juros elevados faz do aluguel uma alternativa interessante, especialmente em áreas bem localizadas”, afirma Novaes.

Os bairros Tamarineira e Graças destacaram-se pelos aumentos de 27% e 33% na locação, respectivamente. A infraestrutura completa dessas regiões tem atraído tanto famílias quanto jovens profissionais e estudantes, especialmente pela proximidade com centros empresariais e universidades.

Para Novaes, a alta deve ser sustentável no curto prazo, mas a tendência é de estabilização conforme novos lançamentos e melhores condições de crédito reduzam a pressão sobre os preços.

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Fortaleza

Aluguel ficou 14,51% mais caro na capital cearense, com destaque para bairro de Fátima

Guilherme Guilherme

 

O mercado imobiliário de Fortaleza segue em firme recuperação após as perdas de valor real registradas durante a pandemia, período em que os preços ficaram abaixo da inflação. O maior aumento foi observado no preço dos aluguéis, que subiu 14,51% até setembro, enquanto o valor de venda dos imóveis teve alta de 8,45%.

Paula Reis, economista do DataZap, explica que o mercado de locação tende a ser mais flexível aos ciclos econômicos, e que o mercado de trabalho aquecido estaria contribuindo para o aumento dos preços. Esse movimento, segundo Reis, também deve se refletir no preço de venda.

“Há uma tendência de aceleração desse reajuste desde o início do ano, e isso se deve às condições favoráveis que observamos hoje na economia e no mercado de crédito”, diz.

Entre as áreas mais procuradas de Fortaleza está o bairro de Fátima, próximo ao centro, que apresentou uma variação de 37% no preço do aluguel, de acordo com o levantamento. Já Meireles, o bairro mais caro da cidade, registrou alta de 14,5% no preço da locação e de 9,9% no valor de venda.

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Maceió

Cidade passou por aumento de demanda durante expansão do home office

 

Guilherme Guilherme

O mercado imobiliário de Maceió, assim como o de outras capitais litorâneas, passou por uma fase de forte valorização impulsionada pela pandemia, mas agora começa a mostrar sinais de desaceleração.

Em setembro de 2024, o crescimento anual nos preços de venda caiu para 9,22%, em comparação com uma alta de 17,58% no mesmo período de 2023. Nos aluguéis, a taxa de crescimento foi de 6,57%, ante 12,54% no ano passado, segundo dados do DataZap.

“A digitalização acelerada e a expansão do home office trouxeram à tona o mercado da cidade, que foi ‘redescoberto’ e experimentou forte valorização”, diz Paula Reis, economista do DataZap.

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Um dos destaques é o bairro Cruz das Almas, que se tornou o segundo mais caro em aluguel, com uma alta anual de 13,6%. No preço de venda, onde ocupa a quinta posição, a variação foi de 23,8%. No entanto, os sinais de desaceleração se mostram claramente em áreas nobres, como Pajuçara, onde o preço do aluguel teve variação negativa de 3,9% em 12 meses.

O bairro, tradicionalmente um dos mais valorizados de Maceió, reflete a mudança no ritmo de crescimento dos preços, enquanto a cidade se adapta à nova realidade do mercado imobiliário pós-pandemia.

Flutuações do mercado imobiliário

Comprar ou Alugar? O primeiro semestre do ano foi marcado pelas dúvidas do brasileiro de como usufruir do seu direito constitucional de uma moradia digna. O melhor seria comprar, assumir um financiamento? Ou alugar?

A insegurança vem sendo gerada pelo cenário político/econômico como por exemplo os reflexos que a reforma tributária poderão acarretar ao setor da habitação,como também a taxa selic que causa receio na contratação dos financiamentos imobiliários que vivem em meio a muitos boatos. Isso trouxe um aquecimento da locação que é a saída para quem não pode apostar na compra e no histórico dos bons resultados dos investimentos imobiliários.

Os estoques de imóveis para aluguel em Belo Horizonte estão bem baixos dado a grande procura principalmente pelo imóvel residencial. Afinal, todos precisam morar em algum lugar.

As últimas oscilações do mercado financeiro internacional devem trazer de volta o mercado imobiliário para o topo da lista dos investimentos mais seguros, com honras! Em tempos de olimpíadas podemos dizer que ganhamos a medalha de ouro de Porto Seguro de investimentos!

Belo Horizonte ainda tem suas particularidades uma vez que todas as atualizações necessárias para uma melhor performance do plano diretor, votadas na última conferência urbana, ainda aguardam para serem votadas pela câmara municipal e sancionadas pelo prefeito, o que leva a muitas incorporações e novas construções migrarem para os municípios vizinhos.

O segundo semestre já aponta um aquecimento do setor assegurando ao investidor imobiliário uma boa rentabilidade com boas perspectivas de valorização.

Curvas que contam histórias: Edifício Niemeyer

O Edifício Niemeyer, também conhecido como Edifício Sulacap, é um ícone que traz consigo décadas de história e inovação.

Inaugurado em 1954 e localizado no coração da capital mineira, na Praça da Liberdade, esse monumento arquitetônico foi concebido pelas mãos geniais do mestre Oscar Niemeyer, um dos mais renomados arquitetos brasileiros, reconhecido mundialmente por suas curvas e linhas ousadas. O edifício foi um pedido do então governador de Minas Gerais, Juscelino Kubitschek, como parte de um projeto de modernização da capital mineira, tornando-se rapidamente um marco na cidade e uma referência do movimento modernista no Brasil, que buscava romper com os padrões convencionais.

Inspirado pela majestade das montanhas que cercam Belo Horizonte, Niemeyer trouxe para suas formas curvas a conexão harmoniosa entre a cidade e a natureza. O concreto aparente, uma característica marcante de sua obra, confere personalidade e originalidade à estrutura,  tornando o edifício uma expressão única de arquitetura e design.

Ao longo dos anos, o Edifício Niemeyer passou por diversos momentos históricos, testemunhando o desenvolvimento da cidade e suas transformações. Hoje, o Edifício Niemeyer permanece como uma inspiração para a arquitetura moderna, encantando moradores e visitantes com sua beleza atemporal, sendo um ponto turístico importante em Belo Horizonte.

 

Imagem Edifício Niemeyer / Divulgação/Isabel Baldoni Acervo PBH

 

Como Registrar um Imóvel?

Termos como Registro de Imóveis, matrícula, averbação e cartório são usados constantemente na hora da compra de um imóvel. Essa parte do negócio gera muitas dúvidas, mas estamos aqui para ajudar!

Inicialmente, é importante saber que a Matrícula do Imóvel é o documento que sintetiza a história do bem, inclusive informando todas as transações imobiliárias e quem é o seu proprietário, nela consta todo o histórico do seu imóvel. Outro termo bastante usado é “lavrar” que nada mais é que o ato de colocar algo escrito, como uma sentença ou uma ata.

Assim, no processo de fechar um negócio, possuir a matrícula em mãos é imprescindível. A etapa seguinte é o pagamento e existem diferentes meios de se realizar a quitação dentro da compra e venda de imóvel e, para cada uma delas, existe uma formalidade específica. Vamos conhecer como se deve agir em alguns casos:

 

1) Compra com recursos próprios: A escritura pública (documento que manifesta a vontade das partes de se realizar um negócio) deve ser lavrada em um Cartório de Notas. Após a sua lavratura, ela deve levada ao Cartório de Registro de Imóveis para averbação (registro) na matrícula do imóvel.

2)  Compra com financiamento:  O contrato de financiamento feito no banco, possui juridicamente força de Escritura Pública, assim não há necessidade lavrar escritura pública. O proprietário deve levar o contrato diretamente ao Cartório de Registro de Imóveis para averbação na matrícula do imóvel. Após a averbação, o comprador deve levar o contrato e a matrícula atualizada ao agente financeiro para que seja liberado o saque do dinheiro financiado.

3) Compra com FGTS: Na mesma premissa, o contrato feito junto ao agente financeiro (CAIXA) também tem força de Escritura Pública e pode ser levado diretamente ao Cartório de Imóveis para a averbação na matrícula do imóvel.

 

Em BH, é possível achar o cartório mais próximo clicando aqui.

Esses são alguns casos que existem na hora da quitação do seu imóvel. Fique atento a cada peculiaridade e conte com a ajuda da Ximenes Netimóveis.😉

Você conhece o Mercado Central de Belo Horizonte?

O Mercado Central de Belo Horizonte é um local encantador que cativa moradores e turistas com sua atmosfera vibrante e rica em tradição. Com mais de 400 lojas e muitas histórias, o mercado tem desempenhado um papel fundamental na vida dos belo-horizontinos.

                                                                                                                      Entrada Mercado Central de BH

Origem

O Mercado Central surgiu da necessidade de fornecer um espaço onde os produtores rurais pudessem comercializar diretamente seus produtos aos consumidores urbanos. No início do século XX, Belo Horizonte passava por um rápido crescimento populacional e assim surgiu a demanda por um mercado abastecido com alimentos frescos e produtos típicos da região.

Para suprir essa necessidade, em 7 de setembro de 1929, o Mercado Central foi inaugurado, com o nome de origem de Mercado Municipal, em um terreno de 14.000 m². Em 1964, o prefeito de BH resolveu vender o terreno e, para não fechar esse local, os comerciantes criaram uma cooperativa para comprar o imóvel. Entretanto, eles tinham que construir um galpão e após muita luta, conseguiriam realizar o sonho e assim surgiu o Mercado como conhecemos hoje.

E o que posso encontrar no Mercado Central de BH?

Variedade de produtos: O Mercado Central abriga uma infinidade de barracas e lojas que oferecem uma ampla gama de produtos, desde frutas e legumes frescos, queijos, carnes, temperos, doces e até produtos para animais. É o lugar perfeito para explorar os sabores autênticos de Minas Gerais e levar para casa produtos tradicionais da região.

Artesanato local: Além dos alimentos, o mercado também é conhecido por suas lojas de artesanato, onde você pode encontrar peças únicas, como cerâmicas, bordados, esculturas em madeira e objetos de decoração.

Ambiente cultural: O Mercado Central é muito mais do que um local de compras. Ao passear por seus corredores, você é imerso em uma atmosfera cultural única, com música tradicional, danças folclóricas e exposições de artistas locais. É uma verdadeira celebração da identidade mineira.

Culinária: A culinária do Mercado Central de Belo Horizonte não se limita apenas às barracas de alimentos frescos, mas também conta com uma incrível oferta de restaurantes e bares que satisfazem todos os paladares. Não perca a possibilidade de se deliciar com o famoso feijão tropeiro, o frango com quiabo, a costelinha com mandioca e o tutu à mineira. Além disso, ao sentar em um dos restaurantes do Mercado Central, você não apenas degusta pratos deliciosos, mas também mergulha na atmosfera animada e acolhedora do local.

O Mercado Central de Belo Horizonte é um tesouro que encapsula a alma de Minas Gerais. Sua história, variedade de produtos, ambiente cultural e importância econômica o tornam um destino imperdível para quem visita a cidade. Ao explorar suas barracas, conversar com os comerciantes e provar os sabores locais, você embarcará em uma jornada inesquecível pelas tradições e riquezas de Belo Horizonte.

 

Como faço para virar um corretor de imóveis?

 

Se  você tem interesse no mercado imobiliário e gostaria de se tornar um corretor de imóveis, este texto é para você! Hoje no Brasil existem cerca de 430 mil corretores de imóveis profissionais inscritos em algum Creci (Conselho Regional de Corretores de Imóveis). Esse alto número reflete as oportunidades que essa carreira tem a oferecer.

 

Se  você tem interesse no mercado imobiliário e gostaria de se tornar um corretor de imóveis, este texto é para você! Hoje no Brasil existem cerca de 430 mil corretores de imóveis profissionais inscritos em algum Creci (Conselho Regional de Corretores de Imóveis). Esse alto número reflete as oportunidades que essa carreira tem a oferecer.

Para começar a ingressar no mercado imobiliário como corretor, é essencial entender a importância do CRECI.

O CRECI é o órgão regulador responsável por fiscalizar e regular a atividade dos corretores de imóveis. Obter o CRECI é um requisito legal para atuar como corretor, garantindo que você esteja devidamente qualificado e cumprindo as obrigações legais e éticas da profissão. Além disso, o CRECI proporciona segurança tanto para os profissionais quanto para os clientes, pois certifica que o corretor está devidamente registrado e sujeito a um código de conduta profissional.

Assim, o primeiro passo para se tornar um corretor de imóveis é obter a educação e a certificação adequadas. Verifique os requisitos de licenciamento do seu país ou estado, pois as regulamentações podem variar. Geralmente, você precisará concluir um curso de formação imobiliária aprovado e passar em um exame de licenciamento.

Depois é adquirir experiência. Considere trabalhar como estagiário ou assistente em uma agência imobiliária estabelecida, isso lhe dará a oportunidade de aprender com profissionais experientes, entender os processos de venda e aluguel de imóveis, e ganhar experiência prática em negociação e interação com os clientes.

Dessa forma, você também irá construir uma rede de contatos, fundamental no ramo. Invista tempo em construir relacionamentos com outros corretores, agentes imobiliários, advogados, construtores e outros profissionais do mercado. Participar de eventos do setor, conferências e associações locais pode ajudá-lo a expandir sua rede de contatos e aumentar suas oportunidades de negócios.

Por fim, desenvolva habilidades de vendas e marketing, pois como corretor de imóveis, você precisará ser um bom vendedor. Dedique tempo para aprender técnicas eficazes de apresentação, negociação e persuasão e familiarize-se com as estratégias de marketing digital, pois a presença online é cada vez mais importante para atrair clientes e promover propriedades.

Tornar-se um corretor de imóveis bem-sucedido requer dedicação, educação contínua e habilidades de venda eficazes. Que tal se aventurar nesse novo ramo?